Na manhã desta sexta-feira (21), conselheiros tutelares de Foz do Iguaçu realizaram um protesto em frente à sede da Prefeitura, cobrando melhores condições de trabalho e uma reunião direta com o prefeito. Segundo os conselheiros, há quase três meses eles tentam dialogar com a administração municipal para discutir problemas relacionados à infância e juventude, mas sem sucesso.
Durante a manifestação, o conselheiro Joel Rodolfo Gerling denunciou que a Secretaria responsável pretende reduzir a equipe administrativa do Conselho Tutelar, o que comprometeria ainda mais o atendimento. “Já estamos com falta de funcionários. Falta administrativo, falta motorista, falta equipe técnica, e ainda querem desmantelar o nosso trabalho”, afirmou.
Entre as principais reivindicações, os conselheiros pedem a reforma das sedes, que estão em condições insalubres, além da contratação de motoristas para auxiliar nos atendimentos. Eles também cobram mais investimento no atendimento a crianças autistas nas escolas municipais e reforço no quadro de médicos, especialmente neuropediatras e psiquiatras.
“Precisamos de médicos preparados, de cursos especializados, e de mais professores na rede municipal de ensino. Também queremos uma resposta da Secretaria de Saúde, que sequer tem respondido nossos ofícios”, acrescentou o conselheiro.
Os manifestantes reforçaram que o Conselho Tutelar é um órgão autônomo e que a Prefeitura tem a obrigação de fornecer estrutura e recursos para que o atendimento a crianças e adolescentes seja realizado com qualidade.
Após o protesto, os conselheiros seguiram para a Câmara Municipal, onde foram recebidos pelos vereadores Adriano Rorato, Paulo Debrito, Sidney Prestes e Professora Márcia Bachixte. Os parlamentares ouviram as demandas e manifestaram apoio à causa, se comprometendo a buscar soluções para as reivindicações apresentadas.
Até o momento, a administração municipal não se manifestou sobre as reivindicações dos conselheiros.
