Caso Daniel Alves: acontecimentos do primeiro dia de julgamento
No primeiro dia do julgamento em Barcelona, na segunda-feira, 5, Daniel Alves foi o último a depor perante a Justiça espanhola. E, de acordo com os jornais "La Vanguardia" e "El Periódico", a jovem, durante depoimento confidencial, voltou a acusá-lo de agressão sexual em caso ocorrido em dezembro de 2022.
A mulher depôs por cerca de uma hora e 15 minutos, a portas fechadas, com a voz distorcida e sem contato visual com o brasileiro, a pedido da mesma, que desejava manter sua identidade preservada e, também, não queria nenhum contato com o brasileiro.
A advogada de defesa expôs uma denúncia feita contra a mãe do jogador, Lúcia Alves, que divulgou fotos da mulher que o acusa em suas redes sociais. A proteção da imagem da mulher tem sido fundamental desde o começo do processo. Lúcia Alves também esteve presente no Tribunal durante o primeiro dia de julgamento.
No primeiro dia, também foram ouvidas uma amiga e uma prima da denunciante, que detalharam o sofrimento em que a mesma vivenciou.
O porteiro do estabelecimento e dois garçons foram ouvidos; ambos disseram não notar "nada de estranho" no comportamento de Daniel Alves, tendo em vista o consumo de álcool durante a noite, que foi a pauta relatada pela defesa no dia seguinte.
Caso Daniel Alves: acontecimentos do segundo dia de julgamento
No segundo dia do julgamento, foram ouvidos os amigos de Daniel Alves, que o acompanharam na Sutton no fatídico dia, funcionários do estabelecimento, sua esposa e 12 policiais que atuaram diretamente no caso.
Os primeiros a falarem nesta terça-feira, 8, foram os três representantes da boate Sutton — um sócio, um auxiliar e o gerente. Segundo o gerente da balada, o jogador havia supostamente "bebido ou tomado algo, mas não estava normal", e não estava no estado habitual em que costumava vê-lo.
Contradizendo seus funcionários - garçons - que vieram depor no primeiro dia, que negaram que houvesse algo de errado com o jogador.
Seus amigos apoiam a tese de que ele havia ingerido bastante bebida alcoólica. A tese de embriaguez faz parte da estratégia de defesa para tentar diminuir a pena em caso de condenação.
Bruno Brasil, um dos amigos que estava presente no dia e que havia dito em 20 de janeiro de 2023 que o amigo teria bebido apenas "meia taça de champanhe", afirmou agora que "naquela noite, ele bebeu uma garrafa e meia de vinho e duas doses de uísque, ou quatro. No bar anterior, bebeu gin com água tônica."
Sua, até então, esposa ao ser questionada sobre a noite do dia 30 de dezembro, Joana Sanz respondeu que ele chegou em casa embriagado após ter saído com os amigos. “Ele foi comer com seus amigos no restaurante. Passou o dia aí e voltou, eram quase 4 da manhã. Voltou muito bêbado, uma pessoa com muito álcool. Bateu no armário e caiu na cama”, disse Joana.
Sobre os policiais que atenderam a ocorrência, a maioria deles falou pouco. As perguntas foram pontuais e as respostas, breves. Os agentes que tiveram contato direto com a denunciante convergiram sobre o estado dela naquele dia: incapaz de falar, muito nervosa, apesar de medicada.
Caso Daniel Alves: acontecimentos do terceiro dia de julgamento
No terceiro dia, o jogador compareceu junto com sua advogada, Inés Guardiola Sánchez, e membro da defesa. Foram exibidas as provas da medicina forense (forenses, psicólogos, analistas científicos, provas biológicas) e as documentais, com visualização dos vídeos das câmaras de segurança da boate. O depoimento de Daniel foi no final da audiência.
