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Foz reforça preparação para eventos climáticos extremos e Câmara acompanha ações preventivas da Defesa Civil
Os eventos climáticos extremos já fazem parte da realidade de Foz do Iguaçu e do Paraná, o que aumenta a necessidade de planejamento, prevenção e capacidade de resposta do poder público. Diante desse cenário, vereadores se reuniram na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, com representantes da Defesa Civil de Foz do Iguaçu para discutir as medidas que estão sendo adotadas pelo município para reduzir os impactos de possíveis temporais, tornados, alagamentos, enxurradas e outros eventos severos.
No início de setembro, o presidente do Legislativo, vereador Paulo Debrito, e a vereadora Marcia Bachixte representaram a Câmara no evento “Desafio El Niño – Preparar hoje para proteger amanhã”, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná em conjunto com a Defesa Civil Estadual. A iniciativa colocou em debate justamente a necessidade de antecipar medidas e fortalecer a preparação dos municípios diante dos riscos climáticos.
Com a discussão em andamento, Executivo, Legislativo e Defesa Civil também avaliam medidas relacionadas à elaboração e atualização dos Planos de Contingência, à gestão assistencial, à estrutura de resposta e aos sistemas de alerta para a população.
Fundo Municipal de Calamidade Pública aprovado pela Câmara é fundamental
Durante o encontro, a Defesa Civil destacou a importância do Fundo Municipal de Calamidade Pública, criado a partir do Projeto de Lei nº 71/2026, aprovado pela Câmara em julho deste ano e posteriormente transformado na Lei Municipal nº 5.719/2026. O mecanismo deverá oferecer suporte financeiro para ações de prevenção, resposta emergencial e recuperação diante de situações de desastre.
Foz já possui histórico de eventos climáticos fortes
Os dados da própria Defesa Civil do Paraná mostram que Foz está entre os municípios que mais registraram ocorrências relacionadas a eventos climáticos recentes. Entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025, o Estado contabilizou 478 ocorrências em 207 municípios, afetando aproximadamente 430 mil pessoas. Foz do Iguaçu registrou 10 ocorrências no período e esteve entre as cidades com maior número de registros, com predominância de vendavais.
O histórico recente também demonstra a dimensão que esses eventos podem alcançar. Em dezembro de 2024, um vendaval registrado em Foz do Iguaçu afetou cerca de 5.800 pessoas, segundo relatório da Defesa Civil Estadual. Em outro episódio, em julho de 2025, Foz esteve entre os municípios paranaenses que registraram ocorrências associadas a ventos fortes, incluindo quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
Previsão de El niño forte
O cenário exige atenção ainda maior diante do retorno do fenômeno El Niño. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o fenômeno está novamente estabelecido no Oceano Pacífico e a previsão é de que persista até o verão de 2026/2027. Os modelos também apontam possibilidade de intensidade forte durante a primavera de 2026. Para a Região Sul, as projeções indicam períodos com chuva acima da média, além de temperaturas elevadas em diferentes momentos do segundo semestre.
É importante destacar que a ocorrência do El Niño não permite prever, de forma isolada, quando ou onde acontecerão tempestades, alagamentos e vendavais. O fenômeno, porém, reforça a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas e de preparação dos municípios para diferentes cenários de risco.
Nesse contexto, a fiscalização da Câmara Municipal busca verificar quais medidas preventivas estão sendo adotadas pelo município e qual é a capacidade de resposta diante de eventos que podem provocar alagamentos, enxurradas, quedas de árvores, destelhamentos, interrupções de energia, danos à infraestrutura e dificuldades de deslocamento da população.
Defesa Civil deve apresentar dados em sessão de outubro
A Defesa Civil deverá apresentar os dados e as ações de preparação do município durante a sessão ordinária da Câmara Municipal no próximo dia 13 de outubro, quando os vereadores poderão acompanhar de forma mais detalhada o planejamento de Foz do Iguaçu para o período de maior atenção climática.
A experiência recente mostra que a prevenção não pode começar somente depois que o desastre acontece. Em um cenário de eventos extremos, planejamento, informação, sistemas de alerta e recursos disponíveis para uma resposta rápida são ferramentas essenciais para reduzir danos e proteger a população.

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